Gestão Empresarial

A princípio acredita-se que duas pessoas somam forças para alcançar os objetivos de uma empresa, porém podem também reduzir a eficiência do negócio, se não estiverem em sintonia e com o mesmo grau de comprometimento empresarial. Confira!

Pontos Positivos de ter um Sócio:

Decisões partilhadas e discutidas, reduzindo os riscos de erros de análise;

Maior capacidade de investimento, proporcionando condições de crescimento para a empresa;

Interesses comuns e distribuição das tarefas, fortalecendo o negócio;

Divergências são discutidas e acertadas;

Necessidade de controles financeiros para demonstrar com exatidão os resultados da empresa;

Liberdade para tomar as decisões empresariais.

Pontos Negativos de ter um Sócio:

Dedicação e comprometimento de um dos sócios e o outro não se empenha tanto nas tarefas as quais foram designadas;

Retiradas de lucros dobradas ou triplicadas, geralmente  sem ter a certeza de que a empresa suporta essas retiradas;

Decisões demoradas, em razão de desacordos de pensamentos sobre o negócio;

Divisão de resultados financeiros, que podem ser pequenos no início;

Gestão Fiscal

No âmbito federal:

Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ;

Contribuição Social sobre o Lucro – CSLL;

Programa de Integração Social – PIS/Pasep;

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS;

Previdência Social – INSS;

Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI.

No âmbito estadual:
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.

No âmbito municipal:
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.

Simples Federal: Vale lembrar que as empresas enquadradas no Simples Federal também estão sujeitas a todos os tributos federais, entretanto, consolidados em uma única guia, como uma “cesta de tributos” (IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, COFINS, INSS).

Optar pelo regime tributário adequado para a sua empresa é essencial para a saúde financeira e gestão fiscal. Um critério que não pode ficar de fora é a Receita Bruta Anual (faturamento) e os gastos. Para isso, requer um Planejamento Tributário.

Simples Nacional: Podem optar pelo Simples, as empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Nesse sistema, os tributos fiscais são reunidos em uma única guia;

Lucro Presumido: Voltado para empresas com faturamento de até 78 milhões de reais por ano, é um Sistema Tributário vantajoso para organizações com taxas altas de lucros e custos operacionais menores;

Lucro Real: Em situações onde o lucro anual é superior a 78 milhões de reais, adota-se o lucro real. A opção é favorável às empresas com baixa lucratividade e altas despesas, tendo em vista que algumas tarifas são cobradas em regime não cumulativo.

É essencial que a empresa trabalhe com um sistema de gestão e emissão de Notas Fiscais para fazer o controle de emissão de notas. Como todos os municípios estão adotando as Notas Fiscais Eletrônicas, isso vai facilitar a comunicação entre o Emissor, o Consumidor e o Governo. Sem contar na praticidade, economia e sustentabilidade (diminuição de papel).

Como a emissão gratuita que era feita pela Secretaria da Fazenda (SEFAZ) foi desativada, as empresas precisam adquirir um sistema (software qualificado) que desempenhe essa função, cumprindo ainda com suas obrigações legais e facilitando o trabalho diário.

Gestão Pessoal

A folha de Ponto é uma das ferramentas mais utilizadas por diversas empresas, além de ser obrigatório é também de grande ajuda, especialmente para a equipe de recursos humanos e contabilidade. Além disso, ela evita diversos problemas trabalhistas, pois serve como prova para proteger a empresa de acusações irreais.

Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico.

Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará do registro manual, mecânico ou eletrônico em seu poder, mantendo o registro do horário de trabalho.

Gestão Terceiro Setor

São entidades/grupos nascidos da livre organização e da participação social da população que desenvolvem ações de interesse público sem visar ao lucro. As OSCs tratam dos mais diversos temas e interesses, com variadas formas de atuação, financiamento e mobilização. Em resumo, é uma instituição que desenvolve projetos sociais com finalidade pública e na prática significa a mesma coisa que Organização Não Governamental (ONG).

Significa Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, a principal legislação que define as OSC no Brasil.

A partir de 2014, com a instituição do Marco Regulatório do Terceiro Setor, as ONGs passam a ser chamadas de OSC (Organização da Sociedade Civil) de acordo com sua estrutura e a forma como são geridas.

De acordo com os especialistas, Associação é a forma pela qual certo número de pessoas se unem por tempo indeterminado. Ao se agruparem, colocam em comum serviços, atividades e conhecimentos em prol do mesmo ideal, objetivando a consecução de determinado fim, com ou sem capital e sem intuitos lucrativos.

I) Altruística – Associação beneficente;

II) Egoística – Associação literária, esportiva ou recreativa; e 

III) Econômica não lucrativa – Associação de socorro mútuo.

a) Representar o interesse de vários associados;
b) Mais poder de compra de produtos e serviços;
c) Parceria com outras Pessoas Jurídicas, Pública e Privada;
d) Descontos em farmácia, academias, papelarias, clínicas médicas, escritório de contabilidade e de advocacia, livrarias, entre outros;
e) Permuta de Serviços e/ou Produtos entre os associados.

Os interessados na constituição de Associação devem se reunir em Assembleia Geral e decidir pela instituição da pessoa jurídica, aprovando o seu estatuto e elegendo as pessoas que assumirão os cargos de sua administração, formalizando a constituição junto aos órgãos do município e Receita Federal.

I. Defesa dos direitos humanos;
II. Proteção do meio ambiente;
III. Assistência à saúde;
IV. Apoio a populações carentes;
V. Educação formal e informal;
V. Atuando no exercício da cidadania dos direitos da mulher, direitos indígenas, direitos do consumidor, direitos das crianças, etc.

I) A denominação, os fins e a sede da associação;
II) O fundo social, quando houver;
III) O tempo de duração;
IV) Os requisitos para admissão, demissão e exclusão dos associados;
V) Os direitos e deveres dos associados;
VI) Se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;
VII) As fontes de recursos para sua manutenção;
VIII) O modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos;
IX) As condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução;
X) O destino do patrimônio na hipótese de dissolução;
XI) A forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas;
XII) O modo como a associação será representada, ativa e passivamente, judicial e
extrajudicialmente.

Legalização de Empresas

Dar nome ao negócio faz parte da estratégia de marca, o nome precisa estar em concordância com a proposta de valor e posicionamento da empresa. Porém,  o nome empresarial DEVERÁ conter palavras ou expressões que representam a atividade da empresa e caso haja mais de uma atividade, deverá ser escolhida qualquer uma delas.

A atividade fim da empresa tem de estar presente no nome da sociedade. Então,  quando for definir o nome empresarial será necessário a pergunta “DE QUÊ?”, pois não são admitidas pela Junta Comercial da Bahia as expressões genéricas tais como Comércio, Indústria, Distribuidora, Representação, Produção, Serviço, Consultoria. Ex.: Nordeste Distribuidora de Colchões.

Qual o valor da taxa para abertura de empresa na Bahia?

As taxas são variáveis, dependem da prefeitura e atividades a serem desenvolvidas pela empresa.

 Se a dúvida é se o negócio deve ser formalizado, a resposta é sempre sim. Apesar de existirem empresas que atuam na ilegalidade, escondidas atrás de uma pessoa física.

Por meio de um Plano de Negócios bem estruturado, por exemplo, é possível entender o funcionamento e as tendências do mercado.

 

Exemplo de alguns elementos a serem considerados no Plano de Negócios: 

Tipo jurídico/societário; 

Viabilidade financeira; 

Estudo de mercado e dos concorrentes; 

Regime Tributário mais adequado; 

Metas e objetivos empresariais e planos de ação a fim de conseguir alcançá-los; 

Estrutura operacional; 

Definição do ponto comercial; 

Atividade econômica a ser desenvolvida; 

Nome da empresa e endereço; 

Missão, visão e valores; 

Capital Social. 

Ao abrir uma empresa o empreendedor precisa lembrar que além do serviço de gestão há também o Planejamento Financeiro, Modelo Jurídico da empresa como ME/EPP, Capital Social, Alocação, Assessoria (para que sua empresa opere de forma regular, com a menor Carga Tributária desde o seu início), Licenças e Autorizações, e outras questões semelhantes. Lembrando que o início de um negócio é um momento crucial, pois um documento esquecido ou um cálculo mal feito pode acarretar muito prejuízo à frente. Nessa hora ter um contador é um ótimo negócio.

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